segunda-feira, 29 de março de 2010


"Quem diz que violência se soluciona com prevenção, nunca viu um fuzil apontado pra sua cara



Como o Blog adiantou ontem, o comandante do BOPE, Major Marcos Vinícius Cruz, desembarcará no Rio Grande do Norte para comandar, pessoalmente, as operações de caça aos bandidos que mataram o ex-prefeito de Campo Grande, Antônio Veras.
O Major PM integra o BOPE desde aspirante, nos anos 90.
Ele chegou ao comando da tropa de elite do Estado em 2005.
Participou de operações sangrentas no Oeste e em Lajes onde bandidos perigosos morreram.
Foi o primeiro oficial do Rio Grande do Norte a receber o brevê da caveira, símbolo do batalhão.
Fez cursos no Chile, nos Estados Unidos e é instrutor da Força Nacional de Segurança Pública, da qual comandou o Grupo de Ações Táticas.
O Major Marcus Vinícius é atirador de elite e está em Brasília, ensinando a policiais de todo o Brasil, mas decidiu voltar para comandar a caçada aos assassinos do ex-prefeito de Campo Grande, Antônio Veras, e de dois PMS que faziam sua segurança.
Por e-mail, o comandante do BOPE deu a primeira longa entrevista à imprensa.
Com exclusividade ao Blog.
Sem delongas, foi forte nas declarações.
Eis:
Thaisa Galvão - O BOPE está preparado para a guerra que voltou ao Oeste?
Marcos Vinícius
 - Sempre estivemos preparados. E hoje, podemos contar com um efetivo mais qualificado e técnico para este tipo de problema.
Thaisa - Qual a sensação de ver a guerra recomeçando após tantos anos de confronto?
Marcus Vinícius
 - Normal. Este é o nosso trabalho. Sempre buscamos o preparo técnico e tático para missões desse nível. Quando for preciso, usaremos a força necessária para defender a sociedade em que vivemos, limpando essa sujeira.
Thaisa - O BOPE representa medo ou respeito?
Marcus Vinícius - No meu ponto de vista, o BOPE representa respeito. Porém, se os bandidos não acharem, eu não me importo. Terão que respeitar pelo amor ou pela dor, é assim e sempre será, enquanto existirmos. Somos a vassoura de aço contra o lixo da sociedade.
Thaisa - Tido como tropa de elite, o BOPE está bem armado para o confronto?
Marcus Vinícius - Com toda certeza. Tanto em pessoal quanto em armamentos. Faltam detalhes, mas nada que não possamos resolver junto a quem pode nos ajudar. A sociedade tem que saber que nós que fazemos o BOPE, somos braços, pernas e corpo para defendê-los e precisamos de armas diferenciadas, treinamentos especiais, equipamentos modernos e um pouco mais. Com isso, a resposta às diversas situações que venham a ocorrer, será aceitável para os cidadãos de bem. No atual governo, tivemos um avanço significativo, fomos realmente compreendidos pela governadora Wilma e o comandante-geral, coronel Marcondes.
Thaisa - Que sensação o senhor tem ao receber a notícia de que um policial foi morto em serviço?
Marcus Vinícius
 - De perda irreparável. No caso atual (morte dos PMs que escoltavam Antônio Veras), dois filhos, dois amigos, dois irmãos. Jamais queremos que nossas famílias passem pelo que as famílias deles passam agora. Não tenho palavras. Daremos respostas.
Thaisa - A morte faz medo ao comandante do BOPE?
Marcus Vinícius
 - Temos que ter respeito, pois acredito que temos uma missão na terra. Quando entramos na Polícia Militar, fizemos um juramento. Nos nossos treinamentos, também. Então, enquanto vivermos, estaremos limpando o chão em que pisamos para que nossos amigos, filhos e pessoas de bem tenham uma segurança melhor.
Thaisa - Existe solução para a violência apenas com prevenção?
Marcus Vinícius
 - Não. É uma grande mentira. Quem prega isso está muito bem engravatado e no ar-condicionado, nunca viu um fuzil apontado pra sua cara. Todos os setores além da PM têm que fazer parte do esforço contra a criminalidade. Exemplo: Um determinado bairro da cidade teve aumento do número de roubos à noite. Ruas esburacadas, iluminação precária, problemas estruturais contribuem para que os bandidos atuem. Tudo termina com a Polícia Militar. Onde estão os outros setores? Com relação ao caso de Campo Grande, só a força necessária para combater. E é lógico, que não iremos com flores, afinal não trabalhamos em floriculturas. Iremos, aí sim, preparados para a morte. Só que quem vai chorar não serão as nossas mães, mas as mães de bandidos safados , covardes que passarem e passarão diante de nós, cometendo mal a nós policiais militares e à sociedade potiguar. É assim: A resposta pode tardar, mas não falhará.
Thaisa - O BOPE está disposto a matar e a morrer?
Marcus Vinícius
 - Com certeza, jornalista Thaisa. Estamos juntos e juntos ficaremos. Quando vamos para uma missão, ordeno que todo mundo volte pra casa. E assim tem sido e assim será. O cumprimento do nosso dever, na íntegra.
Thaisa - O BOPE é uma tropa de extrema violência? O BOPE exagera?
Marcus Vinícius
 - De maneira nenhuma. Somos preparados para missões específicas, onde nenhum cidadão de bem estará. Quem passa à nossa frente é a escória, os marginais que fazem mal a quem representa o bem. Então, nossa resposta a eles é a força. Contudo, respeitamos o direito de ir e vir, defendemos o tratamento humano, somos frontalmente contra a tortura, aos maus-tratos, a covardia. Nós somos combatentes. Não esperem que o BOPE vá cantando músicas de ninar, passeando no bosque ou coisas do tipo. Vamos pra cima dos bandidos com a força que eles merecem receber.
Thaisa - O senhor teria algo a dizer aos bandidos?
Marcus Vinícius
 - A eles eu não tenho nada a dizer, com eles, tenho muito o que fazer, eles escolheram a profissão errado e nós- do BOPE, estamos na profissão certa. Nosso lema é “Basta saber quem somos, sem que seja necessário saber o que fazemos“.
Caveira!
fonte Blog  haisa Galvão

sábado, 27 de março de 2010


Morte de Antônio Veras está ligada à rixa com quadrilha dos Carneiros

Ex-prefeito de Campo Grande foi assassinado na tarde de ontem, juntamente com dois PMs que faziam sua segurança.




A morte do ex-prefeito de Campo Grande, Antonio Francisco da Nóbrega Martins Veras, está ligada com uma rixa antiga entre a família dele e quadrilha dos Carneiros. Os irmãos de Antônio, inclusive, tinham sido assassinados por Valdetário e companhia, crime com características semelhantes ao desta sexta-feira (26).

O delegado Maurílio Pinto de Medeiros, foi o responsável pela prisão de dois dos assassinos de Vicente Veras, morto com mais de 100 tiros nas proximidades de Triunfo Potiguar, e Júlio Cézar Martins Veras executado em uma emboscada três meses depois.
“Esse crime foi cometido por Valdetário, Baianinho, Nenem, que são irmãos, e outros. Esse Baianinho e Nenem nós conseguimos prender em uma grande ação, desencadeada na Bahia e em Belém. Os dois foram presos ao mesmo tempo, depois julgados e condenados”, disse.
De acordo com Maurílio, após a morte dos irmãos Veras, outro homem, José Reis de Melo, o Zé Vieira, que teria participado das duas execuções foi assassinado. Com isso, o Ministério Público acabou acusando nove pessoas, entre elas Antônio Veras. O processo de número 137.06.000517-9 transcorre na comarca de Campo Grande.
“Não há duvidas de que a morte do Antônio Veras também está relacionada com os assassinatos dos seus irmãos. E esse crime foi cometido por pessoas da região de Patu, Janduís e Campo Grande”, ressaltou o delegado.
Maurílio Pinto informou que há muitos anos Antônio Veras vivia sob proteção policial. “Infelizmente, esses dois que morreram estavam trabalhando e não tinha nada com a história”, declara.


Os dois policiais militares que também foram assassinados na tarde de ontem são Jacson Cristino Dantas, de 36 anos, e Solano Costa de Medeiros, de 35 anos. Ambos residiam em Caicó, mesma cidade onde morava o ex-prefeito de Campo Grande.
Os três foram assassinados com mais de cem tiros, de acordo com a polícia. No local do crime, foram encontradas cápsulas deflagradas e intactas de espingarda calibre 12, fuzil 5,56, pistola ponto 40, pistola 380 e de rifle 44. Perto da ocorrência os policiais também encontraram um rádio de pilha e uma pistola 380.

fonte. Nominuto.com

quarta-feira, 17 de março de 2010


Policial Militar é morto com mais de 15 tiros na Grande Natal

Um polícial militar identificado como Júlio César dos Santos, de 28 anos, foi morto a tiros de pistola na noite desta terça, por volta das 19h, quando deixava sua residência, na rua da Consolação em Emaús, Parnamirim, região metropolitana de Natal.
De acordo com a polícia, o policial saía de casa a bordo de seu Renault Clio quando um homem em uma moto de cor escura e placas e modelos ainda não identificados o interceptou e foi logo abrindo fogo. Somente na porta do carro de Júlio foram encontradas 16 perfurações a bala.
Logo após o crime, o acusado fugiu com destino ignorado. De acordo com o Aspirante Gadelha, do 3º Batalhão de Polícia Militar de Parnamirim, Júlio foi atingido com disparos de pistola 380 e ainda chegou a deixar o carro, mas acabou tombando morto cerca de 3 metros depois. Atualmente, o PM estava cedido a polícia civil de Caicó, onde estava lotado na Delegacia Especializada no Atendimento ao Menor Infrator.  
Antes de ser morto hoje, de acordo com informações colhidas pelo DN Online junto a fontes policiais, Júlio já havia sofrido um atentado há cerca de dois anos. A polícia ainda não sabe o que motivou o crime desta terça, mas trabalha com duas hipóteses: acerto de contas ou vingança devido um suposto relacionamento da vítima com uma mulher na cidade de Caicó.
Fontes do DN Online ligadas à polícia também disseram que o Comando da Polícia investiga a participação do PM em supostas atividades ilícitas. Há suspeitas ainda não oficiais de que ele tenha envolvimento com drogas ou com outras práticas ilícitas. Inicialmente o caso será investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Parnamirim.
fonte; DIARIODENATAL.COM.BR  

sexta-feira, 12 de março de 2010


Cai direito exclusivo do BB à consignação de servidores


Uma liminar da justiça estadual abriu caminho para que outras instituições financeiras, além do Banco do Brasil (BB), possam conceder empréstimo consignado aos servidores do governo do Rio Grande do Norte, devolvendo, por consequência, a liberdade de escolha dos funcionários públicos, disse ontem o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva. A entidade, que reúne 84 instituições, entre financeiras e bancos privados no país, contestou a exclusividade que o governo concedeu ao BB nesse tipo de operação e teve os argumentos deferidos pelo desembargador Amaury Moura Sobrinho.  Com a decisão, o monopólio fica suspenso até que seja julgado o mérito da questão. 

O empréstimo consignado para servidores públicos, aquele em que o desconto é feito na folha de pagamento,  é previsto na Lei nº 1.046/51 e, para os servidores do governo do Rio Grande do Norte foram regulamentados pelo Decreto nº 20.603/08. Mais de 30 instituições financeiras estavam credenciadas a operar a modalidade no estado. Em 19 de novembro do ano passado, no entanto, um novo decreto alterou as regras até então vigentes,  limitando a concessão desse tipo de crédito ao Banco do Brasil, que detém a centralização e o processamento da folha de pagamento do governo do estado. 

Segundo o desembargador que  deferiu a liminar, a exclusividade concedida à instituição poderá acarretar prejuízos às demais instituições financeiras com a perda de mercado de trabalho nessa modalidade, além de suprimir dos servidores estaduais o direito de escolha entre as instituições que eventualmente venham a praticar taxas de juros menores, em razão da maior garantia. “O juiz interpretou que havia motivos suficientes para retomar as condições anteriores. E os motivos se referem principalmente ao direito do consumidor de escolher entre vários produtos”, diz Oliva.

O monopólio, segundo ele, também prejudica a liberdade de concorrência para as instituições e vai contra a própria cultura brasileira, “marcada por princípios democráticos e respeito à diversidade”. Esta foi a quinta liminar ganha pela Associação no país, contra o Banco do Brasil.

 Outras decisões foram expedidas em estados como Paraíba e Espírito Santo. Os funcionários públicos, por meio do sindicato, também contestaram o monopólio no estado vizinho, segundo Oliva. No Distrito Federal, o Ministério Público Federal, afirma, entrou com uma ação civil pública contra o monopólio da Caixa e do BB nos empréstimos consignados aos servidores da Câmara Federal.

Exclusividade não traz prejuízo, diz Estado

O procurador geral do Estado, Francisco de Sales Matos, disse ontem que o Estado recorreu da decisão na quarta-feira passada e  ressaltou que o decreto do governo que dá exclusividade ao Banco do Brasil na concessão de crédito consignado não prejudica o consumidor. “Até agora, não temos manifestação de que os servidores tenham se sentido prejudicados. Uma ou outra insatisfação pode haver, mas não por parte da grande maioria”.

O Banco do Brasil é detentor da conta do governo do estado e a capilaridade que tem foi, segundo Sales, uma das razões para a escolha da instituição como operadora única dos consignados. “O banco tem agências em todos os lugares, o que não ocorre com os bancos privados. Como isso pode prejudicar o servidor?”, disse, acrescentando que contrapartidas da instituição a projetos sociais do governo também pesaram na decisão. 

Com a liminar, o  BB deverá continuar atuando normalmente na área do crédito consignado para os servidores, mas outras empresas poderão se habilitar, “seguindo os mesmos processos burocráticos”, de acordo com o procurador geral. Para ele, o estado tem o direito de escolher quantas instituições queira.

 Antes da publicação do Decreto que deu exclusividade ao Banco do Brasil nesse tipo de empréstimo, pouco mais de 30 instituições financeiras estavam credenciadas a realizar empréstimos consignados no Rio Grande do Norte, das quais cerca de 15 estavam operando,  diz o secretário da Administração e  dos Recursos Humanos, Paulo César Medeiros. No início da noite de ontem, a  secretaria não tinha um levantamento disponível sobre quanto essa modalidade de crédito movimenta no estado. O banco também foi procurado para comentar a decisão da justiça, mas, por meio da assessoria de imprensa, respondeu que não havia sido informado oficialmente sobre as mudanças e que, antes de se inteirar, não poderia se posicionar sobre o assunto.



Fonte: tribuna do norte

quarta-feira, 10 de março de 2010



Falha de comunicação. Essa foi a explicação que o capitão Heriberto Rodrigues, comandante da 1ª Companhia do 4º Batalhão da PM da zona Norte disse ter ocorrido diante das declarações do major Lenildo Melo de Sena, comandante do 4º Batalhão da ZN sobre a área de atuação da viatura 410 - guarnição onde estava o soldado José Nelson Fernandes (J. Fernandes), morto na madrugada da sexta-feira (6) após uma abordagem policial no Loteamento Dom Pedro II.

Apesar do major Lenildo ter afirmado que o soldado estava em uma área que não era de atuação da viatura 410 e que nem o Centro Integrado de Operações da Secretária de Segurança Pública e Defesa Social (Ciosp) e nem o oficial do dia haviam determinado que a guarnição fosse até o Loteamento Dom Pedro II, o capitão Rodrigues informou que a ordem para que a viatura patrulhasse a região que compreende o loteamento foi dada por ele (capitão). “A viatura 411 que atende Gramoré e, consequentemente, o Dom Pedro estava na revisão. Para a região não ficar desguarnecida determinei que a 410 atende-se além de Nova Natal (área de atuação) a região de Gramoré”.
Segundo o capitão, o major apenas se equivocou. “Houve um ruido (falha na comunicação), os policiais (J. Fernandes, Talles e Jerry) foram devidamente autorizados para trabalharem naquela região”.
À respeito dos processos que o soldado J. Fernandes respondia na justiça, sobre agressão leve e porte ilegal de arma, o capitão disse que, em serviço, J. Fernandes era um profissional exemplar com seis referências elogiosas. “No Brasil as pessoas são consideradas inocentes até que se prove o contrário. Isso se aplica aos PMs, também”
Fonte: tribuna do norte